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Prateleira infinita no MATCON: Como vender mesmo quando o produto não está disponível na loja?

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Prateleira infinita no MATCON como vender mesmo quando o produto não está disponível na loja

Prateleira infinita no MATCON: Como vender mesmo quando o produto não está disponível na loja?

Imagine a seguinte situação.

Um cliente entra em uma loja de materiais de construção procurando 60 m² de determinado porcelanato. O vendedor consulta o estoque e encontra apenas 25 m² naquela unidade.

A resposta tradicional seria:

“Não temos a quantidade que você precisa.”

Mas a rede possui outras duas lojas e um centro de distribuição. Em outra unidade existem 50 m² disponíveis do mesmo produto.

A venda precisa ser perdida?

Não necessariamente.

Quando estoques, vendas e canais estão integrados, o vendedor pode ampliar sua consulta para além do estoque daquela loja, localizar a disponibilidade em outro ponto da operação e oferecer uma alternativa ao cliente.

Essa lógica está por trás da prateleira infinita.

A estratégia permite que a loja física amplie virtualmente o seu sortimento, oferecendo produtos que não estão disponíveis naquele estoque local, mas podem ser atendidos por outra filial, centro de distribuição, e-commerce ou, dependendo do modelo operacional, outro ponto integrado à operação.

No varejo de materiais de construção, essa possibilidade é especialmente interessante.

Isso porque nenhuma loja consegue manter quantidades ilimitadas de todos os modelos de pisos, ferramentas, louças, metais, tintas, materiais elétricos, hidráulicos e demais itens do seu mix.

A questão deixa de ser apenas “tem nesta loja?” e passa a ser:

“Onde temos esse produto e qual é a melhor maneira de atender este cliente?”

O que é prateleira infinita?

Prateleira infinita é uma estratégia de integração do varejo que permite vender um produto mesmo quando ele não está fisicamente disponível no estoque da loja em que o cliente está sendo atendido.

Em vez de limitar a venda ao estoque local, o vendedor pode consultar outros estoques disponíveis na operação.

Dependendo da estrutura do varejista, isso pode incluir:

  • outras filiais;
  • centro de distribuição;
  • estoque destinado ao e-commerce;
  • outros pontos de estoque integrados à operação.

O cliente realiza o pedido e o produto pode, conforme as possibilidades oferecidas pelo varejista, ser entregue em seu endereço ou disponibilizado para retirada.

Portanto, “infinita” não significa que a loja possui estoque ilimitado.

Significa que a capacidade de venda deixa de estar limitada ao que está fisicamente disponível naquela unidade naquele momento.

Por que esse conceito faz sentido para materiais de construção?

O varejo de materiais de construção possui um desafio evidente: amplitude e profundidade de mix versus espaço e capital disponíveis para estoque.

Pense em uma loja que trabalha com revestimentos.

Uma única linha pode possuir diferentes formatos, cores, acabamentos e aplicações. Multiplique isso por diversas marcas e coleções.

O mesmo raciocínio vale para:

  • ferramentas e acessórios;
  • louças e metais;
  • tintas e complementos;
  • materiais elétricos;
  • conexões hidráulicas;
  • ferragens;
  • iluminação;
  • itens para acabamento.

Não é economicamente viável manter grandes quantidades de todas as variações em todas as unidades.

Além disso, determinados produtos ocupam muito espaço físico.

A prateleira infinita permite pensar o estoque como uma estrutura mais conectada.

Uma filial não precisa necessariamente possuir toda a profundidade do mix para conseguir participar da venda.

Isso é particularmente relevante para redes de lojas.

Um produto que está parado em uma unidade pode ser justamente aquele que um cliente procura em outra.

A integração permite enxergar melhor essa disponibilidade. Conteúdos recentes sobre prateleira infinita destacam justamente a visibilidade integrada dos estoques como um dos pilares desse modelo.

Como a prateleira infinita funciona na prática?

O princípio é simples, embora a operação por trás dele exija integração.

Imagine uma rede com quatro lojas e um centro de distribuição.

Um cliente chega à loja A procurando 20 unidades de determinada torneira.

O estoque local possui apenas oito.

1. O vendedor identifica a necessidade

O primeiro passo continua sendo um bom atendimento.

O vendedor entende qual produto o cliente procura, quantidade necessária, prazo e local de entrega.

2. O estoque local é consultado

A loja verifica a disponibilidade imediata.

Se houver quantidade suficiente, a venda segue normalmente.

Se não houver, começa a lógica da prateleira infinita.

3. Outros estoques são consultados

O vendedor consegue verificar se o item está disponível em outro ponto da operação.

Por exemplo:

  • Loja A: 8 unidades
  • Loja B: 3 unidades
  • Loja C: 25 unidades
  • CD: 70 unidades

Agora existe uma alternativa.

4. A disponibilidade real precisa ser validada

Encontrar um saldo no sistema não é suficiente.

É necessário considerar se aquela quantidade está realmente disponível para venda.

Parte do saldo pode estar:

  • reservada para outro pedido;
  • comprometida com uma venda;
  • em processo de separação;
  • bloqueada;
  • aguardando alguma movimentação;
  • indisponível por alguma regra operacional.

Por isso, prateleira infinita depende fortemente de estoque confiável e atualizado.

5. O cliente recebe as opções

Dependendo da operação, podem existir alternativas como:

  • receber o produto em casa ou na obra;
  • retirar em outra unidade;
  • aguardar a transferência para a loja;
  • receber a partir do centro de distribuição.

A melhor alternativa depende de prazo, custo, distância, disponibilidade e estrutura logística.

6. O pedido precisa seguir o fluxo correto

Depois da venda, o pedido precisa chegar ao ponto responsável pelo atendimento.

Isso envolve reserva, separação, faturamento, expedição, transporte e atualização dos estoques.

É nesse ponto que fica evidente que prateleira infinita não é apenas uma função da tela de vendas.

É uma estratégia que depende da integração de vários processos.

Prateleira infinita não é simplesmente “consultar estoque de outra loja”

Esse é um ponto importante.

Imagine que um vendedor da loja A telefone para a loja B e pergunte:

“Tem 30 caixas desse piso aí?”

A loja B responde que sim.

Isso ajuda o atendimento, mas ainda não representa uma operação estruturada de prateleira infinita.

Depois da consulta, ainda existem perguntas:

  • A quantidade está disponível para venda?
  • Quem fará a reserva?
  • Qual loja ficará responsável pelo pedido?
  • Como será o faturamento?
  • De qual estoque ocorrerá a baixa?
  • Como fica a comissão do vendedor?
  • Quem fará a separação?
  • O cliente vai retirar ou receber?
  • Quem será responsável pela entrega?
  • Qual prazo será informado?
  • O frete muda?
  • A venda aparecerá corretamente nos indicadores das unidades?

A prateleira infinita exige que essas regras estejam organizadas.

Por isso, integração operacional é tão importante quanto visibilidade de estoque.

Qual a diferença entre prateleira infinita e e-commerce?

Os conceitos podem trabalhar juntos, mas não são sinônimos.

No e-commerce, o cliente normalmente inicia e conclui sua jornada de compra no ambiente digital.

Na prateleira infinita, uma situação comum é o cliente estar sendo atendido em uma loja física e o vendedor utilizar a disponibilidade de outros estoques ou canais para concluir aquela venda.

Prateleira infinita é a mesma coisa que vender sem estoque?

Não exatamente.

A expressão “vender sem estoque” pode transmitir a ideia de vender um produto sem saber se existe disponibilidade para atender o pedido.

Isso seria arriscado.

Na prateleira infinita, a lógica deve ser outra:

o produto não está no estoque daquela loja, mas existe disponibilidade identificada em outro ponto capaz de atender o pedido.

Essa diferença é fundamental.

O objetivo não é criar uma promessa de venda sem lastro.

É ampliar a disponibilidade comercial por meio da integração.

Como a prateleira infinita ajuda a reduzir vendas perdidas?

Considere novamente o cliente que procura 60 m² de porcelanato.

Ele já escolheu o modelo.

Talvez tenha levado medidas, conversado com o pedreiro, definido a cor e comparado opções.

Quando o vendedor informa simplesmente que não possui a quantidade necessária, existe o risco de interromper uma compra que já estava bastante avançada.

E existe outro problema no MATCON: uma ruptura pode comprometer mais do que um único item.

O mesmo cliente poderia comprar:

  • porcelanato;
  • argamassa;
  • rejunte;
  • espaçadores;
  • niveladores;
  • ferramentas para aplicação.

Se ele precisar procurar o revestimento em outro estabelecimento, existe a possibilidade de levar também os itens complementares para o concorrente.

Com a prateleira infinita, o vendedor ganha uma alternativa antes de encerrar o atendimento.

Em vez de dizer apenas “não temos”, pode-se dizer:

“Não tenho toda essa quantidade aqui, mas vou verificar nossa disponibilidade nas outras unidades para encontrar a melhor opção para você.”

A experiência muda.

A estratégia também pode melhorar o aproveitamento do estoque da rede

A prateleira infinita não deve ser analisada apenas pelo lado da ruptura.

Ela também pode ajudar a aproveitar estoques existentes.

Imagine duas filiais.

Na loja A, determinado modelo de piso possui boa procura, mas apenas 20 caixas disponíveis.

Na loja B, existem 90 caixas e as vendas desse modelo estão lentas.

Sem integração, a loja A pode perder vendas enquanto a loja B mantém capital parado.

Com uma visão integrada, a empresa consegue avaliar possibilidades de atendimento utilizando o estoque disponível na rede.

Isso não significa movimentar produtos entre unidades a qualquer custo.

É preciso avaliar:

  • distância;
  • frete;
  • margem;
  • prazo prometido;
  • custo da transferência;
  • características da carga;
  • prioridade do estoque;
  • demanda esperada em cada unidade.

Mas a decisão passa a ser feita com mais informação.

O desafio da entrega no MATCON

No varejo de materiais de construção, existe uma particularidade que precisa receber muita atenção: logística.

Enviar uma camiseta de outra filial é diferente de entregar 40 sacos de argamassa, tubos de seis metros ou dezenas de caixas de porcelanato.

Peso, volume, fragilidade, capacidade do veículo e acesso à obra interferem diretamente na operação.

Por isso, antes de prometer uma venda baseada no estoque de outro ponto, é necessário responder:

  • De onde o produto sairá?
  • Quanto custa entregar?
  • Qual veículo consegue transportar a carga?
  • É possível cumprir o prazo informado?
  • A entrega pode ser consolidada com outros itens do pedido?
  • Existe alguma restrição de acesso ao endereço?

Essa análise é especialmente importante quando o pedido mistura produtos.

Imagine uma compra contendo:

  • 50 sacos de cimento;
  • 20 caixas de piso;
  • uma torneira;
  • duas latas de tinta;
  • materiais elétricos.

Parte está na loja, parte está no CD e outra parte em uma filial.

É possível atender?

Talvez.

Mas será necessário definir se os itens serão consolidados, enviados separadamente ou transferidos antes da entrega.

Prateleira infinita sem logística organizada pode transformar uma venda recuperada em um problema de atendimento.

Outro cuidado importante: lote e características do produto

No MATCON, nem sempre duas unidades cadastradas com o mesmo produto são operacionalmente intercambiáveis sem análise.

Pisos e revestimentos são bons exemplos.

Dependendo do produto e do fabricante, questões relacionadas a lote, tonalidade, calibre e outras características podem ser relevantes para garantir uniformidade na aplicação.

Tintas também exigem atenção à especificação correta, base, acabamento, volume e características do produto.

Portanto, localizar saldo não deve ser o único critério.

A operação precisa respeitar as particularidades da mercadoria.

Esse é um exemplo claro de por que sistemas e processos precisam conhecer a realidade do segmento.

Estoque confiável é condição básica

Poucas coisas prejudicam tanto uma estratégia de prateleira infinita quanto um saldo incorreto.

Imagine a situação:

O cliente está na loja A.

O sistema mostra 30 unidades disponíveis na loja B.

O vendedor fecha a venda e promete entrega.

Quando a equipe da loja B inicia a separação, encontra apenas 18.

Agora a empresa tem um problema maior do que a ruptura original: vendeu algo que acreditava possuir e criou uma expectativa que talvez não consiga cumprir.

Por isso, a prateleira infinita aumenta a importância de:

  • inventários;
  • conferências;
  • registros corretos de entrada e saída;
  • reservas;
  • transferências;
  • baixas;
  • devoluções;
  • controle de avarias;
  • integração entre os canais.

Quanto maior a dependência da visão compartilhada de estoque, maior precisa ser a confiança nos dados.

O vendedor também precisa estar preparado

Tecnologia sozinha não cria uma boa experiência.

A equipe comercial precisa saber utilizar as possibilidades da operação.

Quando um produto não está disponível, o vendedor não deveria encerrar automaticamente o atendimento.

O processo pode orientá-lo a verificar:

  1. disponibilidade na própria loja;
  2. disponibilidade em outras unidades;
  3. estoque no centro de distribuição;
  4. opções equivalentes;
  5. prazo e modalidade de entrega;
  6. condições comerciais.

Isso muda o comportamento de atendimento.

O vendedor deixa de pensar apenas:

“O que tenho na minha loja?”

E passa a pensar:

“O que a empresa consegue oferecer para este cliente?”

Para redes de materiais de construção, essa mudança pode ser bastante significativa.

Prateleira infinita também exige regras comerciais

Suponha que a loja A realizou o atendimento, mas o produto saiu da loja B.

Qual unidade recebe a receita?

Como fica a comissão?

Quem assume o custo logístico?

Quem é responsável por eventuais trocas?

Qual unidade responde pelo atendimento posterior?

Essas definições não podem surgir depois da primeira venda.

Antes de implementar uma operação integrada, é importante estabelecer regras para:

  • origem do pedido;
  • origem do estoque;
  • faturamento;
  • comissão;
  • transferência;
  • frete;
  • cancelamento;
  • devolução;
  • troca;
  • indicadores de desempenho.

Quando essas regras não estão claras, a própria equipe pode resistir ao modelo.

Um vendedor que acredita que perderá sua comissão ao utilizar o estoque de outra filial pode simplesmente evitar a alternativa.

Por isso, processo e incentivo precisam apontar na mesma direção.

Quais indicadores acompanhar?

A empresa precisa medir se a estratégia está funcionando.

Alguns indicadores podem ajudar.

Vendas recuperadas por indisponibilidade local

Quantas vendas foram concluídas utilizando estoque de outro ponto da operação?

Esse indicador ajuda a visualizar oportunidades que poderiam ter sido perdidas.

Taxa de ruptura

Acompanhar a indisponibilidade continua sendo importante.

A prateleira infinita reduz o impacto comercial da ruptura local, mas não elimina a necessidade de melhorar compras e abastecimento.

Acuracidade de estoque

Acuracidade = quantidade correta no sistema ÷ quantidade verificada fisicamente × 100

Quanto menor a acuracidade, maior o risco de prometer produtos que não estão realmente disponíveis.

Prazo de atendimento

Quanto tempo existe entre a venda e a entrega ou disponibilização do produto?

Custo logístico

Recuperar uma venda é positivo, mas é preciso entender o custo necessário para atendê-la.

Margem

A empresa deve verificar se fretes, transferências e outras despesas mantêm a venda economicamente saudável.

Prateleira infinita não substitui uma boa gestão de estoque

Existe um erro conceitual que precisa ser evitado.

Se a empresa pode vender utilizando o estoque de outras unidades, isso não significa que pode deixar de planejar corretamente o estoque local.

Imagine uma loja que vende cimento diariamente.

Não faria sentido depender constantemente de outra filial para atender um item de alto giro apenas porque existe prateleira infinita.

A estratégia não deve ser uma justificativa para manter estoques inadequados.

Ela funciona como uma forma de ampliar as alternativas de atendimento.

Compras, estoque mínimo, curva de produtos, previsão de demanda, reposição e análise de ruptura continuam fundamentais.

O objetivo não é transformar toda falta em uma transferência.

É evitar que uma indisponibilidade pontual encerre automaticamente a oportunidade de venda.

O que é necessário para implementar prateleira infinita?

Embora o conceito seja simples, uma operação consistente depende de alguns pilares.

1. Estoques integrados

A empresa precisa saber onde os produtos estão e quais quantidades realmente podem ser vendidas.

2. Cadastro padronizado

O mesmo produto precisa ser identificado corretamente em todas as unidades e canais.

3. Atualização das movimentações

Vendas, reservas, transferências, devoluções e recebimentos precisam refletir rapidamente na disponibilidade.

4. Integração entre vendas e estoque

Ao realizar o pedido, a quantidade precisa ser comprometida corretamente para evitar dupla venda.

5. Processos logísticos

É necessário saber de onde o pedido sairá e como chegará ao cliente.

6. Regras fiscais e comerciais

A operação precisa estar de acordo com a estrutura da empresa, origem da mercadoria, faturamento e demais particularidades do pedido.

7. Treinamento da equipe

O vendedor precisa saber consultar, oferecer e explicar as opções ao cliente.

8. Integração dos canais

Quando loja física, e-commerce, filiais e centros de distribuição fazem parte da estratégia, eles precisam trocar informações de maneira consistente.

ERP, e-commerce e integração: a tecnologia por trás da estratégia

A prateleira infinita parece acontecer no balcão, mas depende de uma estrutura de retaguarda.

O vendedor precisa consultar um produto.

O sistema precisa identificar disponibilidade.

O estoque precisa ser reservado.

O pedido precisa ser registrado.

A operação precisa definir origem e destino.

O faturamento precisa acontecer corretamente.

A logística precisa receber a demanda.

Os indicadores precisam refletir a venda.

É por isso que o ERP possui um papel importante como base de integração da operação.

Quando vendas, estoques, compras, logística, financeiro e fiscal estão conectados, a empresa consegue trabalhar com informações mais consistentes.

O e-commerce também pode participar dessa estrutura, conectando o ambiente físico ao digital e ampliando as possibilidades de relacionamento com o consumidor.

A tecnologia, entretanto, não resolve sozinha problemas de cadastro, estoque incorreto ou processos mal definidos.

Prateleira infinita depende de integração tecnológica e disciplina operacional.

Um exemplo completo no MATCON

Imagine uma rede com cinco lojas e um centro de distribuição.

Um cliente entra na loja 2 para comprar materiais para reformar dois banheiros.

Depois do atendimento, o pedido inclui:

  • 35 m² de porcelanato;
  • argamassa;
  • rejunte;
  • dois vasos sanitários;
  • dois kits de metais;
  • acessórios hidráulicos.

Quase tudo está disponível na loja.

O problema é o porcelanato.

A unidade possui apenas 12 m².

Sem integração, o vendedor poderia perder o porcelanato e talvez parte do restante da compra.

Com uma operação integrada, ele consulta a disponibilidade.

A loja 4 possui mais 10 m², mas o CD possui 70 m² do mesmo produto.

Antes de confirmar, são verificadas as características necessárias do revestimento e a disponibilidade efetiva para o pedido.

O CD consegue atender.

A empresa calcula a alternativa logística e informa ao cliente o prazo.

O pedido é fechado.

A loja não precisou manter toda a quantidade fisicamente disponível para realizar a venda.

Mas perceba quantas áreas participaram do processo:

vendas + estoque + logística + faturamento + dados + atendimento.

É por isso que prateleira infinita deve ser entendida como uma estratégia de operação integrada, e não apenas como uma consulta de estoque.

Como a Santri contribui para uma operação mais integrada no MATCON

Para uma loja ou rede de materiais de construção avançar em estratégias como prateleira infinita, existe uma base que não pode ser ignorada: integração da gestão.

É necessário conhecer estoques, movimentações, pedidos, vendas e processos logísticos com segurança.

Quando cada unidade trabalha de maneira isolada ou depende de controles paralelos, fica muito mais difícil construir uma visão única da operação.

A Santri atua há mais de 30 anos com foco no varejo de materiais de construção e conhece particularidades que fazem diferença nesse tipo de estratégia: grande quantidade de SKUs, operações entre filiais, produtos pesados e volumosos, entregas em obras, diferentes unidades de medida e necessidade de integrar áreas comerciais, estoque, logística, financeiro e fiscal.

Mais do que simplesmente adotar uma nova expressão do varejo, o desafio é criar processos capazes de sustentá-la.

A tecnologia deve ajudar a empresa a enxergar sua operação como um todo e utilizar melhor as informações disponíveis para vender, atender e decidir.

Conclusão: o estoque da loja não precisa ser o limite da venda

A prateleira infinita muda uma pergunta comum no balcão.

Em vez de:

“Temos esse produto aqui?”

A empresa passa a perguntar:

“Temos esse produto disponível em algum ponto da operação e conseguimos atender bem este cliente?”

Essa mudança é especialmente relevante para redes de materiais de construção, que precisam administrar milhares de produtos distribuídos entre lojas, depósitos e centros de distribuição.

Ao integrar estoques e processos, a empresa pode criar novas alternativas diante da indisponibilidade local, aproveitar melhor o estoque da rede e evitar que o vendedor encerre uma oportunidade simplesmente porque determinado item não está naquela unidade.

Mas a estratégia exige base.

Estoque confiável, cadastro padronizado, regras comerciais, logística, integração e treinamento são fundamentais.

Por isso, antes de pensar em prateleira infinita apenas como uma nova forma de vender, vale avaliar uma questão mais ampla:

sua empresa consegue enxergar e operar seus estoques de forma realmente integrada?

Essa resposta mostra o quanto a operação está preparada para transformar disponibilidade em oportunidade de venda.

FAQ: dúvidas frequentes sobre prateleira infinita

O que é prateleira infinita?

Prateleira infinita é uma estratégia que permite vender na loja física produtos que não estão disponíveis no estoque daquela unidade, utilizando a disponibilidade de outras lojas, centros de distribuição ou canais integrados.

Como funciona a prateleira infinita em uma loja de materiais de construção?

Quando o produto não está disponível localmente, o vendedor consulta outros estoques da operação. Havendo disponibilidade, a venda pode ser realizada e o item pode ser entregue ao cliente ou disponibilizado para retirada, conforme os processos da empresa.

Prateleira infinita significa vender sem estoque?

Não. A lógica é vender utilizando estoque disponível em outro ponto da operação. A empresa precisa confirmar a disponibilidade real antes de assumir o compromisso com o cliente.

Qual é a diferença entre prateleira infinita e e-commerce?

No e-commerce, a jornada normalmente ocorre no canal digital. Na prateleira infinita, a loja física pode utilizar estoques e canais integrados para concluir uma venda mesmo sem disponibilidade local. As duas estratégias podem funcionar de maneira complementar.

A prateleira infinita elimina a ruptura?

Não. Ela pode reduzir o impacto comercial de uma ruptura local, mas a empresa ainda precisa planejar compras, reposição e estoques adequadamente.

Quais cuidados são importantes no MATCON?

Além da disponibilidade, é necessário considerar peso, volume, custo de frete, prazo, capacidade de transporte e características específicas dos produtos, como informações de lote quando aplicáveis.

É necessário integrar os estoques das filiais?

A visibilidade integrada e confiável dos estoques é um dos principais requisitos da estratégia. Sem ela, aumenta o risco de oferecer produtos que não estão realmente disponíveis.

Qual é o papel do ERP na prateleira infinita?

O ERP pode servir como base para integrar informações de estoque, vendas, pedidos, logística, financeiro e fiscal. Quanto mais consistentes forem os dados e processos, maior a capacidade da empresa de operar estratégias de venda integrada.