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Como gerenciar várias lojas de materiais de construção de forma integrada?

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Como gerenciar várias lojas de materiais de construção de forma integrada?

Como gerenciar várias lojas de materiais de construção de forma integrada?

Abrir uma segunda ou terceira loja é sinal de crescimento. Mas também muda completamente o nível de complexidade da gestão.

Enquanto uma única unidade pode funcionar com decisões concentradas no proprietário ou em poucos gestores, uma rede precisa lidar diariamente com perguntas como:

A filial A tem o produto que falta na filial B? Quem autoriza a transferência? Cada loja pode negociar preços diferentes? O comprador precisa analisar cada estoque separadamente? Como saber qual unidade realmente está dando mais resultado? O financeiro da matriz consegue enxergar os compromissos das filiais? E quando o cliente compra em uma loja, mas quer receber o material de outro depósito?

Gerenciar várias lojas de materiais de construção de forma integrada significa fazer com que as unidades tenham autonomia para operar, mas trabalhem sobre processos, regras e informações conectadas.

E isso exige muito mais do que simplesmente instalar o mesmo sistema em todas elas.

O que significa ter uma gestão integrada de várias lojas?

Gestão integrada significa administrar a rede considerando as unidades como partes de uma mesma operação.

Isso não quer dizer que todas as lojas precisam ser iguais.

Uma filial pode vender mais materiais básicos, como cimento, areia, argamassa e ferragens. Outra pode ter maior participação de acabamentos, pisos, tintas, louças e metais. Uma terceira pode atender principalmente profissionais e pequenas construtoras.

Cada uma possui características próprias.

O que precisa ser comum é a estrutura da informação.

Cadastros, estoques, compras, preços, vendas, clientes, financeiro, fiscal, logística e indicadores precisam seguir regras que permitam à empresa enxergar cada unidade individualmente e, ao mesmo tempo, analisar o grupo como um todo.

É justamente aí que muitas redes começam a enfrentar dificuldades.

A empresa possui três lojas, mas cada gerente controla parte da operação em sua própria planilha.

O resultado é que a rede cresce fisicamente, enquanto a gestão continua funcionando como se fossem três negócios independentes.

1. Tenha uma visão única do estoque da rede

Um dos primeiros desafios da gestão multifilial aparece no estoque.

Considere uma situação simples.

Um cliente entra na loja A procurando 24 caixas de determinado revestimento.

Aquela unidade possui apenas oito caixas disponíveis.

Sem integração, o vendedor pode encerrar o atendimento dizendo que não há quantidade suficiente.

Mas a filial B pode ter 40 caixas do mesmo produto e o depósito central, outras 100.

Nesse caso, o problema não é exatamente falta de mercadoria.

É falta de visibilidade sobre o estoque da rede.

Uma operação integrada precisa permitir que os responsáveis entendam, conforme as permissões e processos da empresa:

  • saldo de cada unidade;
  • mercadoria disponível;
  • quantidade reservada;
  • produtos em trânsito;
  • pedidos de compra pendentes;
  • necessidade de reposição;
  • estoque existente em depósitos ou centros de distribuição.

Isso permite utilizar melhor o capital que já está investido em mercadorias.

A documentação do ERP Santri, por exemplo, contempla transferências de produtos entre empresas do mesmo grupo e regras para situações em que a mercadoria vendida será atendida por outra loja ou depósito.

2. Crie regras claras para transferências entre filiais

A possibilidade de visualizar o estoque das outras unidades não significa que qualquer mercadoria deva ser transferida automaticamente.

Transferências precisam fazer parte de uma política.

Antes de movimentar um lote de argamassa da filial A para a filial B, por exemplo, vale analisar:

  • demanda de cada unidade;
  • estoque mínimo;
  • vendas recentes;
  • pedidos já reservados;
  • custo da movimentação;
  • prazo;
  • possibilidade de reposição pelo fornecedor.

Caso contrário, a empresa pode resolver a ruptura de uma loja criando outra.

O processo também precisa ser registrado corretamente.

Quanto mais informal for esse processo, maior o risco de o sistema mostrar um saldo que não corresponde ao que realmente está disponível para venda.

3. Centralize aquilo que precisa ser padronizado

Gerenciar várias lojas exige encontrar um equilíbrio entre centralização e autonomia.

Nem toda decisão precisa sair da matriz.

Mas algumas informações precisam seguir padrões.

Um bom exemplo é o cadastro de produtos.

Imagine que a matriz cadastre determinada argamassa com uma descrição e a filial crie outro código para exatamente o mesmo item.

Em pouco tempo, a empresa pode ter dificuldade para analisar estoque, vendas, compras e rentabilidade de um produto que, fisicamente, é o mesmo.

A padronização é relevante pois cria uma linguagem comum para a rede inteira.

4. Defina uma estratégia de compras para o grupo

Outra decisão importante é determinar o que será comprado centralmente e o que poderá ser adquirido pelas unidades.

Não existe um único modelo correto.

Uma rede pode centralizar negociações de produtos de alto giro e permitir que as filiais realizem determinadas compras locais.

O mais importante é que a decisão considere a demanda da rede.

Suponha que uma loja esteja com baixo saldo de cimento e solicite imediatamente uma nova compra.

Antes de emitir o pedido, o comprador pode verificar se existe disponibilidade em outra unidade, mercadoria em trânsito ou uma compra anterior ainda não recebida.

Sem essa visão, duas situações podem acontecer simultaneamente:

ruptura em uma loja e excesso em outra.

Uma gestão integrada permite que compras deixem de analisar apenas “quanto a filial pediu” e passem a considerar o contexto da operação.

5. Integre políticas de preços e descontos

Uma rede também precisa definir até onde os preços serão padronizados.

Filiais localizadas em cidades diferentes podem enfrentar concorrentes, custos logísticos e perfis de consumidor diferentes.

Por isso, padronização não significa necessariamente preço idêntico em toda situação.

Significa possuir regras definidas.

A empresa pode estabelecer, por exemplo:

  • tabela de preços por região;
  • limites de desconto;
  • necessidade de aprovação.

O problema começa quando cada unidade forma preço ou concede descontos sem que a direção tenha visibilidade do impacto.

Uma filial pode apresentar faturamento elevado e, ao mesmo tempo, operar com margem inferior às demais.

Olhar apenas para vendas pode esconder essa diferença.

6. Compare as lojas usando os mesmos indicadores

“Qual é a melhor filial?”

Alguns indicadores importantes:

Faturamento por unidade

Mostra a receita de vendas gerada pela loja em determinado período.

Margem bruta por filial

Permite avaliar se o crescimento das vendas também está preservando rentabilidade.

Uma forma simplificada de cálculo é:

Margem bruta (%) = (Vendas – Custo das mercadorias vendidas) ÷ Vendas × 100

Ticket médio

Ticket médio = faturamento ÷ número de vendas

Ajuda a entender diferenças no perfil de compra entre as unidades.

Giro de estoque

Mostra a relação entre consumo ou vendas e o estoque médio no período.

Ruptura

Ajuda a identificar quantas vezes a loja deixa de atender uma demanda por indisponibilidade de produto.

Acuracidade do estoque

Compara o saldo registrado com a quantidade encontrada fisicamente.

Transferências entre filiais

Vale observar volume, frequência e motivos. Muitas transferências podem ser normais em uma rede integrada, mas também podem revelar desequilíbrio recorrente no planejamento.

7. Integre a logística entre lojas e depósitos

No MATCON, a venda não termina necessariamente no caixa.

Muitas vezes, é preciso separar cimento, argamassa, pisos, tubos, conexões, caixas d’água ou outros itens e levá-los até uma obra.

Quando existem várias unidades, a logística pode ficar ainda mais complexa.

Uma venda pode ser realizada na filial A, ter parte dos produtos separados no depósito central e outro item atendido pela filial B.

Sem processos integrados, cresce o risco de:

  • separar mercadoria errada;
  • duplicar uma entrega;
  • esquecer parte do pedido;
  • prometer um prazo que não pode ser cumprido;
  • manter produtos reservados incorretamente;
  • enviar veículos sem bom aproveitamento da carga.

Por isso, gestão multifilial não deve tratar logística como uma etapa isolada.

O pedido precisa conversar com estoque, separação, faturamento e entrega.

Principais erros ao administrar uma rede de lojas

Tratar cada filial como uma empresa isolada

Quando cada unidade cria seus próprios controles, cadastros e planilhas, fica difícil consolidar informações e comparar resultados.

Comprar sem consultar o estoque da rede

Uma loja pode comprar um item que está parado em outra unidade.

Comparar lojas apenas pelo faturamento

Faturamento não mostra sozinho margem, estoque, inadimplência ou eficiência.

Permitir cadastros duplicados

Dados inconsistentes prejudicam praticamente todas as análises posteriores.

Fazer transferências sem um processo definido

Movimentações informais geram divergências entre estoque físico e sistema.

Centralizar absolutamente tudo

A ausência de autonomia pode fazer uma simples decisão operacional depender de pessoas que estão longe da rotina daquela loja.

Implantar tecnologia sem padronizar processos

O ERP ajuda a executar e conectar processos. Ele não substitui a definição de responsabilidades, regras e políticas de gestão.

Exemplo prático: uma rede MATCON com três lojas

Imagine uma rede com três unidades.

A loja Centro possui forte demanda de materiais básicos.

A loja Norte vende mais acabamentos.

A loja Sul está próxima de bairros em expansão e atende muitas obras.

Se cada comprador analisar somente sua unidade, as três lojas podem realizar compras separadas do mesmo fornecedor.

Com gestão integrada, a empresa pode analisar a necessidade consolidada, negociar determinados produtos em conjunto e definir a distribuição conforme a demanda das unidades.

Integração não significa fazer todas as lojas terem o mesmo estoque.

Significa tomar decisões locais usando uma visão global da empresa.

Como um ERP ajuda na gestão de várias lojas?

À medida que a rede cresce, tentar consolidar manualmente informações de várias unidades tende a aumentar o retrabalho.

O ERP cria uma base comum para processos que envolvem:

  • vendas;
  • estoque;
  • compras;
  • transferências;
  • financeiro;
  • fiscal;
  • logística;
  • clientes;
  • indicadores.

No MATCON, é especialmente importante que essa estrutura considere situações como múltiplos estoques, depósitos, vendas para obras, mercadorias reservadas, transferências, produtos pesados e diferentes unidades de comercialização.

A própria Santri destaca que sua tecnologia está preparada para expansão em número de filiais, vendedores e integrações, além de integrar vendas, compras, estoque, logística, financeiro e áreas fiscais em uma única plataforma.

Mas o ERP não deve ser visto como uma solução automática para todos os problemas.

Para funcionar bem, a empresa precisa manter:

processos definidos + cadastros confiáveis + equipes treinadas + acompanhamento de indicadores.

E onde entram BI e inteligência artificial?

Quando os dados das unidades estão organizados, surge uma possibilidade adicional: utilizar BI e, em cenários adequados, inteligência artificial para ampliar a capacidade de análise.

O BI pode facilitar comparações como:

  • vendas por filial;
  • margem por unidade;
  • estoque por categoria;
  • vendedores;
  • metas;
  • evolução dos resultados.

Já aplicações de IA podem ajudar a encontrar padrões em volumes maiores de dados.

Uma rede poderia, por exemplo, analisar historicamente se determinados produtos apresentam comportamentos diferentes conforme a região ou período do ano.

Também seria possível utilizar modelos analíticos para apoiar previsões e identificação de comportamentos fora do padrão.

Mas existe uma condição importante:

IA não corrige uma base de dados ruim.

Se uma filial registra uma movimentação de uma forma e outra unidade registra de outra, qualquer análise posterior perde qualidade.

Antes da inteligência artificial vem a inteligência da operação: processos consistentes, dados confiáveis e integração.

Como a Santri apoia redes de materiais de construção

A Santri atua há mais de 30 anos com soluções voltadas ao varejo de materiais de construção.

O ERP Santri foi desenvolvido considerando rotinas de lojas, depósitos, redes e operações com múltiplos pontos de estoque.

Entre as necessidades que podem fazer parte de uma operação multifilial estão a integração entre vendas, compras, estoque, financeiro, fiscal e logística, além de processos de transferência e reserva de mercadorias entre empresas e locais do mesmo grupo.

Recursos complementares, como o BI Santri Analytics e o ADM Mobile, podem ampliar a visibilidade dos gestores sobre resultados e processos da operação.

A tecnologia, entretanto, deve acompanhar uma gestão bem estruturada.

O objetivo não é simplesmente colocar todas as lojas no mesmo sistema.

É fazer com que a rede compartilhe informações confiáveis e consiga tomar decisões melhores a partir delas.

Conclusão

Gerenciar várias lojas de materiais de construção de forma integrada exige mudar a forma de enxergar a empresa.

Em vez de olhar apenas para cada filial separadamente, é preciso entender como estoque, vendas, compras, logística, financeiro e indicadores se relacionam dentro da rede.

Um ERP especializado pode fornecer a estrutura tecnológica necessária para essa evolução, desde que esteja acompanhado de processos claros, dados confiáveis e equipes preparadas.

Se sua empresa possui várias unidades ou está planejando abrir novas filiais, conheça o ERP Santri e converse com um especialista para avaliar como integrar a operação sem perder o controle à medida que a rede cresce.

FAQ: gestão integrada de várias lojas de materiais de construção

Como gerenciar várias lojas de materiais de construção?

O primeiro passo é padronizar processos e integrar informações de vendas, estoque, compras, financeiro e logística. A gestão precisa conseguir analisar cada filial individualmente e também enxergar os resultados consolidados da rede.

O estoque das filiais deve ser integrado?

Sim. Uma visão integrada permite identificar mercadorias disponíveis em outras unidades antes de realizar novas compras ou perder uma venda. As transferências, porém, precisam seguir regras e ser registradas corretamente.

É melhor centralizar as compras ou deixar cada filial comprar?

Depende da estratégia da empresa. Itens de alto giro e negociações com grandes fornecedores podem ser centralizados, enquanto algumas demandas locais podem ficar sob responsabilidade das filiais. O importante é utilizar informações consolidadas para decidir.

Como comparar o desempenho de diferentes lojas?

Não utilize apenas faturamento. Analise também margem, ticket médio, giro de estoque, ruptura, acuracidade, descontos, inadimplência e outros indicadores relevantes para a estratégia da rede.

Qual é a vantagem de um ERP para várias lojas?

Um ERP ajuda a criar uma base comum para processos e informações de diferentes unidades. Isso facilita o acompanhamento de estoque, vendas, compras, financeiro, logística, transferências e indicadores.

Como controlar transferências entre filiais?

Defina quem solicita, quem aprova, como a mercadoria será separada, quando sai do saldo disponível da origem, como fica registrada durante o trânsito e quando entra no estoque da unidade de destino.

BI é importante para redes de materiais de construção?

Pode ser especialmente útil porque facilita a comparação entre lojas, períodos, categorias e indicadores. O BI ajuda a transformar os dados registrados na operação em uma visão mais clara para a gestão.

Inteligência artificial pode ajudar na gestão de filiais?

Pode apoiar determinadas análises, previsões e identificação de padrões, desde que a empresa possua dados confiáveis e processos consistentes. A IA complementa a gestão; não substitui controle operacional nem qualidade da informação.